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O Flor e Ser Nova Friburgo
Outubro, 2, 2009@ 13:38

O Flor e Ser Nova Friburgo é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente
para dar as boas-vindas à Primavera junto com toda a população em um evento
muito especial. Venha e traga a família e amigos!

10:00 - Tai-chi Chuan
11:00 - Grupo de Mantras Mangalam
12:00 - Oficina de Alimentos
13:00 - Palhaços e Oficina de Jardinagem
14:00 - Danças Circulares

Informações: (22) 2525-9165

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RESULTADO DO CONCURSO DE POESIAS DO ESPAÇO CULTURAL SÃO PEDRO DA SERRA 2009 – 3 EDIÇÃO
Outubro, 2, 2009@ 13:47

Seguindo os critérios de coesão ao tema proposto, estilo, linguagem e ortografia, criatividade e originalidade, imagens, ritmo e melodia e limite máximo de 40 versos, os jurados do 3º Concurso de Poesias do Espaço Cultural São Pedro da Serra escolheram os seguintes participantes:

Categoria Adulto:

1º lugar – Esmerino Rodrigues Júnior, morador do Rio de Janeiro/RJ. Pseudônimo Julinho Terra. Título: Estilo de Vida.

2º lugar – Sergio Leite de Castro Schueler, morador de Casimiro de Abreu/RJ. Pseudônimo Sebastião Silvio. Título: Uma geometria para a Serra.

3º lugar – Carlos Bruno Silva Barbosa, morador de Valença/RJ. Pseudônimo Mario Sena. Título: Subindo a serra.

Categoria 16 a 18 anos:

1º lugar – Érika da Silveira Batista, moradora de Itajaí/SC. Pseudônimo Nattalie Madson. Título: Vislumbres.

2º lugar – Amanda Soares da Costa, moradora de Niterói/RJ. Pseudônimo Ás. Título: Serra Nua.

3º lugar – Paulo Ubiratan Gonçalves Dias, morador de Niterói/RJ. Pseudônimo PUG. Título: A Montanha.

Categoria 13 a 15 anos:

1º lugar – Fabrício de Jesús Maciel, morador de Teresópolis/RJ. Pseudônimo Vieira. Título: Uma linda paisagem.

2º lugar – Bruno Pimentel Ferreira, morador de Teresópolis/RJ. Pseudônimo Juliano. Título: 24 horas.

3º lugar – empate:

Vanessa Cristina Silva dos Santos, moradora de Teresópolis/RJ. Pseudônimo Clarice. Título: Sol.

Rodrigo Q. Ribeiro Martins, morador de Maricá/RJ. Pseudônimo Dan Nani. Título: Serra.
Categoria 8 a 12 anos:

Houve apenas uma inscrição. Logo, por decisão do Júri e da organização do Concurso, será conferida Menção Honrosa a:

João Victor Salgado Latini, morador de Belo Horizonte/MG. Pseudônimo Mithos. Título: Revelação.

Também por decisão do Júri, serão conferidas Menções Honrosas aos poetas que citaram São Pedro da Serra em seus trabalhos. São eles:

Marize Jacometti Fontes, do Rio de Janeiro/RJ. Pseudônimo Silícea. Título: Belezas da Serra

Maria Clara de Morra Maia Machado da Silva, de Saquarema/RJ. Pseudônimo Florbela Afaya. Título: Pedro Montanhês.

Jacqueline Lopes Salgado Soares, de Belo Horizonte/MG. Pseudônimo Capitu. Título: De Minas à Serra do Mar.

Jackson Pedrosa Franco, de Recife/PE. Pseudônimo Gara 2009. Título Serra dos montes verdes.

A premiação será realizada no dia 3 de outubro de 2009, às 17 horas, no Espaço Cultural São Pedro da Serra, que fica na Rua Rodrigues Alves, nº 237, São Pedro da Serra, 7º distrito de Nova Friburgo/RJ, com leitura dos poemas e entrega dos diplomas aos presentes.   Os diplomas de participação serão enviados por e-mail ou por correios, para os que não possuem acesso à Internet.
A organização do Concurso convida a todos para a entrega da premiação e parabeniza aos participantes pelos belíssimos trabalhos apresentados.

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À deriva, na varanda, e o perau do pensamento
Outubro, 2, 2009@ 14:05

 

Zemaria Pinto*

          Parece que foi anteontem, mas já se vão 13 anos desde A Cor da Palavra Primária, a última “provocação” poética de Arnaldo Garcez, que viria formar, ao lado de Com Sabor de X e Y, O Lado Vermelho do Azul e O Ai do Samurai um intrigante quarteto poético, como um berro calado contra a mesmice e a mediocridade que insistem em se autoclassificar como poesia.

Buscando a síntese, podemos afirmar que a poesia de Garcez vai das experiências verbivocovisuais – seja lá o que isso for – das vanguardas primitivas, em Sabor, até o mais desassombrado lirismo de A Cor: “Como é simples / ver a luz / sem medir / sua intensidade / quando só / se deseja / viver em / liberdade”. E neste Varanda do Pensamento, o que nos aguarda?

Nesse lapso de tempo, Garcez firmou-se como artista plástico, mas não deixou de registrar suas inquietações existenciais também na poesia. Integrante de uma geração que se intitulou “marginal”, ele jamais aceitou o rótulo: independente, sim; por isso mesmo, à margem das obviedades globalizantes, porém construindo um trabalho sólido, que não se entrega, e amadurece a cada passo: “o poeta / não tem mais ilusão / sabe / que toda manhã / nasce da escuridão”.

A palavra, suspensa no ar, não precisa do suporte do quadro: ela é em si mesma. O poema, entretanto, precisa, para eternizar-se, do suporte do livro – ou, melhor, de uma mídia, que pode, nestes tempos virtuais e pouco virtuosos, ser, inclusive, o livro – brinquedo de papel, pedacinho colorido de saudade. Assim nasce esta coleção de 60 poemas, como 60 gritos desferidos contra o monocórdio barulho da madrugada. Da mesma forma como o artista plástico é temático, compondo a cada exposição, uma sequência de quadros que reinventam, expressivamente, o real, o poeta transcende a lírica amorosa e amplia o espectro da sua poesia para além do mero diálogo de uma só voz: são poemas reflexivos, onde o elemento existencial não se afasta do banal cotidiano, representado pelo sexo e pelos encontros/desencontros amorosos que o transsubstanciam. Puro rock’n’roll.

É interessante notar o uso recorrente de algumas palavras, tatuando o discurso poético de Varanda: entre as 12 mais usadas, temos um empate entre conotação positiva e conotação negativa. Esse equilíbrio, entretanto, é apenas aparente. Vejamos: vida, verdade, destino, amor, sentido, razão – palavras positivas; vazio, desejo, solidão, silêncio, dor, escuridão – palavras negativas. Ocorre que “destino” é uma palavra que, em determinados contextos, assume conotação negativa – estão aí as tragédias gregas que não me deixam mentir. A palavra “sentido”, por seu turno, faz parceria com “razão”, e pairam, ambas, sobre os dois grupos, oscilando, ora para um ora para outro. Classifico a palavra “desejo” como negativa pensando em Nietzsche e em Schopenhauer, sem qualquer inflexão de caráter piedoso. Assim, a preponderância é negativa, sobrando ao lado apolíneo as insípidas, apoéticas e manjadíssimas “verdade”, “vida” e “amor”, tributárias da lírica água-com-açúcar, com a qual Garcez jamais fez acordo: “o que vive / dentro de mim / está solto / na varanda do pensamento”.

No embate entre as palavras, entretanto, não é a polaridade que deve ser discutida, mas o efeito que elas causam sobre o leitor. Consciente disso, Garcez desafia-o a mergulhar nos poemas, como num mar improvável, onde os símbolos, à deriva ou no perau, estão sempre à espera de seu Édipo, seu Jung, seu Lévi-Strauss ou mesmo seu Indiana Jones: “deixo tudo solto / na paisagem / dos olhos / do pássaro / que voa dentro de mim”. Arqueologias da mente.

 

_____________________

*Zemaria Pinto – poeta, dramaturgo e ensaísta, é autor, entre outros títulos, de Música para surdos (poesia), Nós, Medeia (teatro) e O texto nu (teoria literária). É membro da Academia Amazonense de

 

 

 

 

 

TEXTO DA ORELHA DO LIVRO

 

Arnaldo Garcez , artista plástico , poeta  e músico nasceu em Manaus - AM em 1957 .

Participou ativamente do movimento da poesia alternativa em Manaus e no Rio de Janeiro nos anos 80 , junto com vários poetas como Tavinho Paes , Chacal , Fauto Fawcett , Salgado Maranhão , Geraldo Carneiro e Torquato Mendonça .

Em Manaus , junto com os poetas Simão Pessoa e Marcos Gomes fundou o “Coletivo Gens da Selva” e o “Jornal Miratinga” , que tinham como objetivo divulgar a literatura em geral .

Em 1979  venceu o VII Festival Estadual de Poesia – Sesc RJ , com o poema “Vila Inteira”. Em 1981 recebeu  Mensão Honrosa no Prêmio Sulframa de Litreratura com o livro “ Com Sabor de X & Y”.

Além de poeta e artista plástico Arnaldo Garcez é músico compositor.

Nos anos 80 fundou o grupo “ Manhã de abril” que deixou uma grande contribuição poética com suas músicas e letras registrado no CD “Espelho do tempo “ do Projeto Valores da Terra - 2004 .

Em 1984 venceu o Festival da Canção Francesa , 1º lugar  em Manaus e 4º Lugar em Brasília , com a música “ Manhã de Abril “ em  parceria com Carlos Castro . Participou também do Festival Universitário de Música – UFAM , obtendo o 1º lugar com a canção “ Coração de Mosca” em parceria com Roberto Dibo .

 

Obras publicadas:

Liquisolidão , Gira Sol , Pó e Mar , Com Sabor de X & Y , O Ai do Samurai ,

O Lado Vermelho do Azul , A Cor da Palavra Primária .

 

 

 

 

 

 

 

 

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