No próximo dia 14 de novembro, às 20 h, Raquel Nader abre a mostra de
painéis intitulada Ori..., no ESPAÇO CULTURAL SÃO PEDRO DA SERRA, em São
Pedro da Serra, Nova Friburgo Promoção da EDUCARI e do Grupo de Artes
Theatro D. Eugênia, com e apoio do Centro Cultural Afro-Brasileiro
Ysun-Okê, a exposição segue até o dia 20 de novembro, com visitação aos
sábados e domingos de 10 h às 20 h.
São 15 painéis retratando orixás, em que a artista emprega aparas de
tecidos, rendas, fitas, elementos recolhidos da natureza como folhas e
galhos, papelão, contas, miçangas, tinta e outros materiais, muitos
reaproveitados da indústria têxtil friburguense. Com este trabalho Raquel
busca transformar em beleza o que seria normalmente descartado, aliando
consciência ambiental à proposta de valorização das etnias negra e
indígena. Daí a presença dos orixás, tão a ver com estas culturas, em
especial no Brasil, onde, sobretudo no campo religioso, o elemento índio
agregou-se ao africano.
E por que Ori...? Por ser um termo presente em vários idiomas, do
iorubá ao japonês, passando pelo latim e chegando ao português em forma de
prefixo. Ori quer dizer cabeça em iorubá (ori-xá) e dobradura em japonês (
ori-gami). No candomblé significa a cabeça, ou seja, a mente, a
inteligência, e, por extensão, a alma orgânica. Já no latim, formador da
nossa língua portuguesa, traduz-se por elevar-se, lançar-se; ou surgir,
nascer – estando ligado a fonte, raça, antepassado, fundador. A ORIgem
única das coisas. No fim, a mãe comum de todos os seres.
Lembrando que a mostra Ori... também comemora os 26 anos de atividades do
Grupo de Artes Theatro D. Eugênia e os 22 do Ysun-Okê

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